quarta-feira, 28 de maio de 2008

Antes de aceitar novo emprego ...

Fonte: Portal ZAP
Pacotes de remuneração e benefícios cada vez mais agressivos com o intuito de atrair os melhores talentos do mercado já se tornou comum em organizações de todos os segmentos.

E encantado com tais atrativos, por vezes o profissional acaba aceitando uma proposta de mudança de emprego sem avaliar todas as variáveis que essa transição envolve.

Para consultores ouvidos pelo Estado, basear a decisão levando em conta apenas esses fatores de remuneração e benefícios pode conduzir o profissional a ignorar questões de extrema importância, o que resulta em problemas de adaptação e até, em alguns casos, em desligamento precipitado. “É preciso ter cautela pois, com o déficit de talentos que vivemos, muitas empresas com baixo poder de plano de carreira usam esses pacotes como forma de camuflar seus pontos negativos”, alerta a consultoria da DBM do Brasil, Fátima Rosseto.

“Essas empresas oferecem muito dinheiro. Prometem um alto posto e status. Mas, quando a pessoa aceita, vê que não tem nem subordinado; que a área se resume a ela, ou coisa do gênero”, complementa a sócia-diretora da LFGhisi Consultores, Luiza Ghisi.

Avaliar a proposta com calma, levantar o máximo de informações sobre a organização (seja no próprio website da empresa, em artigos publicados na mídia, ou até questionando pessoas que trabalham na empresa) é, na visão dos especialistas, um passo importante e que pode evitar decepções.

“Geralmente, durante o processo de seleção, o candidato será entrevistado pelo futuro gestor. Trata-se de um bom momento para observar como é a relação dele com os demais colaboradores, o que dá muitas pistas sobre o clima organizacional”, destaca Mauro Braga, da Ohl Braga Consultoria.

Ele também sugere questionar a importância da área para a qual está sendo contratado dentro da estratégia da organização e que momento a empresa, e o setor em que ela atua, está vivendo: “Se você está indo para uma área que não é o core business, as chances de haver cortes ou de a área ser terceirizada, num possível processo de mudança, são grandes. E se o segmento que a organização atuar estiver em crise, isso também pode acontecer, mesmo em áreas consideradas estratégicas”. Nesses casos, só é interessante aceitar a oferta se for para participar da mudança ou implantar um projeto, frisa o gerente da Robert Ralf, Fernando Mantovani.

veja o artigo completo em

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial